PASSARINHO NA GAIOLA
Todos os dias eu trazia um presente,
Para o passarinho na gaiola enfeitada.
Para mim seu canto “encantava” a vida.
Sua alegria era quase nada.
A grade da
gaiola era uma prisão.
Seu canto triste invadia a vida.
Não roubou ninguém, a ninguém matou.
Toda alegria estava perdida.
Pela última vez apreciei seu canto.
Tive a certeza de fazer a ação certa.
O meu presente especial naquele dia.
Deixar para o passarinho a porta aberta.
Saiu voando, cruzando os ares.
Parecia turista reconhecendo a cidade.
Entendi em um instante.
Paguei o preço da felicidade.
Felicidade não é prender um sonho.
Acredite! Essa é a verdade!
A prisão não é parte do amor.
Amar exige a liberdade.
José Márcio do Carmo.
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